Está a chegar as Festas de Ascensão na minha terra. Querida Alenquer. É favor aparecerem, dizerem olá, beberem uma sangria e curtirem até os pés (e o estômago) aguentarem. Começa quarta-feira.
Ontem fiz algo que já devia ter feito há muito tempo. Comprei um protector solar para o rosto na farmácia. Para usar no dia-a-dia com (ou sem) a maquilhagem. Sei a importância que o protector solar tem nas nossas vidas mas nunca me dei ao pequeno trabalho de comprar um e usar. Para quem não sabe, o protector solar é um produto mais importante para a pele. Não serve só para usar na praia e convém usar durante os dias calor como este. Já tenho o meu. Estou protegida dos raios solares, diminuindo assim o envelhecimento precoce da minha pele (manchas, rugas,etc…). O protector deve ser usado antes da maquilhagem.
Modo de usar: Aplica-se o protector, espera-se cinco minutos e coloca-se a base normalmente.
Para que hei-de querer sete blushes, treze lápis pretos, cem vernizes azuis e rosa? Para não usar nem metade. Por isso é que fico sempre de boca aberta quando vejo a colecção gigante das raparigas que adoram maquilhagem. Ok, entendo que as embalagens são diferentes, os cheiros, os tons mas é um exagero ter gavetas cheias de maquilhagem e não usar um terço. Um desperdício total.
Sempre que chega um bocadinho de Sol começamos a falar nas férias que tivemos o ano passado. Foram tão boas que só temos boas recordações. Acampámos, sem planos. Saímos daqui de carro, com a tenda (e o resto) e fomos à aventura. Os olhos do meu namorado brilham sempre que falamos das férias, ele adorou cada lugar. As saudades apertam. E falamos, falamos, falamos de cada momento. Os caminhos. Os destinos. Este ano não será diferente, queremos repetir a experiência. Queremos acrescentar lugares nossos às nossas recordações. Unir-nos mais, mais ainda. As lembranças unem as pessoas. E lá vamos nós.
“Vamos ter problemas com os homens que vierem a seguir, por isso mais vale ficar com o mesmo”. Tem cá uma lógica do caraças! Parece-me que alguém se quer convencer que a facilidade é o melhor caminho. Daqui a pouco vão dizer-me “ele bate-me, o próximo vai bater-me então mais vale ficar com este que já conheço o murro”. É isso? Não é assim tão linear, claro mas parece-me que essa desculpa para voltar a uma relação que não resulta é estúpida. Tanto essa desculpa como o medo de ficar sozinha. Diz-me quantas pessoas conheces a ficaram sozinhas. Ou melhor, lembra-te da gaja mais estúpida à face da terra que está a namorar. Não mantenhas algo pelos motivos errados, a vida não se preenche assim, só se torna mais vazia.
Três situações de maus tratos a velhos numa semana. Coisas simples mas que me deixam preocupada com o que se pode passar dentro de casa daqueles senhores, longe da vista do público. Agora começam a fazer lógica as notícias dos velhotes que morreram sozinhos em casa. Ninguém está para se chatear com eles. Ninguém tem paciência, esquecendo que um dia também vão ser velhos. A cara rugosa da senhora que levou com gritos histéricos da filha ainda não me saiu da cabeça. A senhora tremia, encolhia-se. A forma arrogante com que se tratam os velhos em Portugal é horrível. As pessoas acham que eles só estorvam quando eles próprios também sentem o mesmo. São esses velhos que nos cuidaram durante uma vida mas ninguém se quer lembrar.
Este sábado vou à feira do livro. A intenção é levar a mana a conhecer a Feira, visto ela nunca ter ido e comprar um ou dois livros. Recentemente descobri a escritora portuguesa Maria Judite de Carvalho e já juntei à lista do livros a comprar. Gostava de comprar o último livro do José Luís Peixoto (“Abraço”), “Adoecer” de Hélia Correia, e pouco mais. Não devia comprar nenhum livro porque ainda me faltam ler cinco livros que comprei na Feira do ano passado. O objectivo é só trazer pechinchas, clássicos, livros em promoção (com excepção do livro do José Luís Peixoto). Nem devia trazer nada mas sei que não vou resistir. A mana também quer livros. Nunca mais chega sábado.
Vem aí a Feira da Ascensão em Alenquer. Yupiiiii! O Quim Barreiros é cabeça de cartaz. Ai o que eu vou dançar com a música “A Cabritinha”. Vai ser a loucura. ont>
Adorava casar. Não tem nada a ver com o papel assinado, ou “vou prendê-lo”. Gostava de fazer uma festa de casamento com familiares e amigos. Uma coisa muito simples. Uma festa para celebração do amor. Aliás, há pouco tempo tive uma ideia. Podia fazer uma almoçarada, um amigo fazia de “padre” para poder dizer “pode beijar a noiva”, comprava um vestido branco e punha um laço no namorado. No final dançávamos, fazíamos uma fogueira, tocávamos viola e contávamos histórias divertidas. Casar, na minha cabeça, é isto. Seria uma mulher muito feliz.
Olha, encontrei um amigo de há muitos anos. Vive agora na Bélgica. Aliás, tenho amigos espalhados por aí. Para além de familiares. Quando ele me encontrou no Facebook não deixei de soltar um grito de alegria. Ele não é só ele. Ele é tipo a melhor fase da minha vida enquanto adolescente (pré-adulta). Ele também é um monte de recordações maravilhosas. Divertimento acima de tudo, fazendo do meu grupo o melhor lá da terra. O mais unido, o mais fascinante. Ele era o rapaz mais engraçado que alguma vez conheci. Deve continuar a ser. O mais giro, mas sem grandes manias. Lembro-me da quantidade de gargalhadas que ele nos fazia dar. Sempre tudo na boa. Agrada-me pessoas com uma leve forma de viver, porque sou o oposto. Sempre preocupada, sempre a pensar no próximo momento. O equilíbrio do Mundo está nas pessoas leves e nas pessoas pesadas. Onde, sem dúvida, as dos primeiro grupo são as mais fascinantes, conseguindo ser as mais irritantes. Quando ele apareceu, lembrei-me de nós, mais novos, sem problemas por ultrapassar. É bom reencontrar o passado quando o mesmo está resolvido. É bom ter saudades daquele tempo, saber que apesar de parecer uma história foi a minha realidade.
Só vejo “A tua cara não me é estranha” por causa do FF. Só vejo a prestação dele. O programa não me agrada, já enjoou, não gosto da voz da Cristina mas o que não suporto são as figuras que fazem só para serem engraçados. Não consigo achar piada nenhuma. Gosto do FF, acho é um rapaz com imenso talento e surpreende-me sempre. A postura é de uma humildade, sempre pronto a aprender. Espero que ganhe, espero que Portugal aprovei o seu talento como está a fazer o La Féria.
Barcelona. Há muito tempo que estou para visitar Barcelona. Já ouvi dizer que vai ser este ano mas as expectativas são zero, para o caso de não ir. Se der, tudo bem. Óptimo.
Quando comecei a namorar com ele o tabaco foi desaparecendo. À medida que as preocupações, o stress, os problemas, a ansiedade o tabaco foi desaparecendo da minha vida. Consigo estar vários dias (algumas semanas sem fumar). Fumo socialmente (uma vez por semana, depende) mas sei que não o devia fazer e o objectivo é deixar de todo. O tabaco faz tão mal, a todos os níveis. O cheiro, o apetite, o corpo, o modo de viver. Quando o tabaco desapareceu também senti que mudei de alguma forma. Para começar, engordei uns quilos. Conseguem imaginar uma pessoa nervosa a fumar e comer pouco? Era eu. Agora peso os quilos que devo pesar de acordo com o meu tamanho. E sou mais exigente com o meu corpo. Não resisto a batatas fritas de vez em quando, mas a maionese faz menos presenças nas refeições. A quantidade de fritos também. Inscrevi-me no ginásio há um mês e já vejo resultados. Será possível? Resistência, pernas mais definidas, rabo mais cheio, barriga a desaparecer. Lindo! Não tenho deixado de comer, acho que até como mais. A ver vamos se o trabalho vai compensar. Sair de casa, ter uma relação estável, um emprego que gosto (tirando uma ou duas coisas) foi uma grande ajuda para melhorar os hábitos. Não sinto falta do tabaco no dia-a-dia. E já consigo estar em lugares públicos sem pegar no cigarro, o que é maravilhoso, não?
Não saberia lidar com o desprezo de um filho. A maldade de um filho. Não sei se estou preparada para amar alguém incondicionalmente. Não sei se saberia amar um filho capaz das piores maldades. Depois de ver o filme “We need talk about Kevin” fiz-me várias vezes perguntas do género. É fácil dizer que “sim senhora, um filho ama-se incondicionalmente”, mas será mesmo assim? Será que ser humano tem a capacidade de perdoar as piores atrocidades? Perdoar alguém que voluntariamente consegue cometer o pior dos crimes? Será um ser humano capaz de arranjar justificação para acções do género vindo de um filho? Não sei o que é amar incondicionalmente mas numa situação desagradável baixar os braços, negar amor parece-me mais fácil que o contrário. Não sei. Alguém sabe?

Já é ridículo uma mulher ir ao solário para ficar cor de cenoura estragada. Pior ainda é essa mulher levar a filha de doze anos ao solário. Diz que a lei de New Jersey só permite a partir do catorze anos. Só? Exacto. Acho mais ridículo ainda. Uma lei ridícula. Esta história é completamente ridícula e espero que esta mãe espectacularmente bronzeada seja punida. As consequências do solário são gravíssimas para a pele.
Notícia aqui
http://www.lux.iol.pt/internacionais/vid