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Estou sem inspiração para escrever a Crónica de Amor desta semana. Quando existir inspiração, cá estarei.
É muita coisa acontecer ao mesmo tempo.

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Estou sem inspiração para escrever a Crónica de Amor desta semana. Quando existir inspiração, cá estarei.
É muita coisa acontecer ao mesmo tempo.

Queridos da minha vida agradeço de todo o coração as vossas respostas à pergunta anterior. Respostas diferentes, respostas interessantes e inteligentes. Uau, é que fiquei surpreendida com muitas das vossas teorias. Leitores tão queridos e tão filosofos estes.
Destaco estas respostas
Bom... tendo a certeza de qual ganha, a resposta é simples. Aposto todo o meu património no cavalo vencedor. Com o lucro da aposta ganha, compro o cavalo de que gosto! Seria win win!
Mas se a ideia é para levar para outros contextos:
O apostar em algo ou investir em algo pressupõe um retorno igual ou superior ao investido. Se gostar muito de algo ou alguém e souber antemão que o retorno não vai compensar... então isso não é investir, é perder tempo. Porém, se o pouco tempo que esse investimento devolver compensar... então aproveito.

Tu vais a uma corrida de cavalos e apostas. Tu gostas imenso de um cavalo mas sabes que ele não vai ganhar a aposta. Gostas imenso desse cavalo, mesmo assim. Mesmo não sendo o melhor.
Apostas no cavalo que gostas sabendo que não tem probabilidade de ganhar ou preferes apostar num cavalo que sabes que tem praticamente a corrida vencida mas não é o teu preferido?
O Miguel uma vez contou-me esta teoria, deixando-me a pensar.
O que responderias?

Se há revista que gosto de ler é esta. Actual, cheia de cultura, sitios giros para se visitar, ideiais para isto ou aquilo. Não costumo comprar, tenho a sorte que o meu colega de trabalho é assinante e empresta-me para ler. A semana passada a Time Out tinha um artigo bastante bom. Lisboa a pé, com 10 roteiros pelos bairros mais bonitos de Lisboa, Oeiras, Cascais e Sintra. Amei e estou prestes a virar profissional no que diz respeito a bairros de Lisboa. Calçar os ténis e lá vou eu. A miuda de vestido e ténis sou eu. Ah, e cachecol nos dias de frio. Esta semana a Time Out foi eleita porque merece, porque gosto, porque tem coisas giras. Porque também vais gostar.
Costumas ler? Conheces? Que achas?
O site timeout.pt

Sei que te prometi palavras. Sei que não tive coragem de as dizer, mas mesmo assim prometi que terias notícias do meu pensamento. Pediste-me para te avisar quando a carta estivesse escrita, para não derramares lágrimas junto dos meus olhos. Eu deixei passar muitos dias, mas não me esqueço das lágrimas que vi no teu rosto assim que te perguntei se te sentias só. O teu "sim" foi tremido e bastou olhar-te directamente para perceber que as tuas emoções te estavam a trair. Sei que quando chegares a este sitio e vires que este texto é todo teu, vais sorrir para o ecrã. Pronto, foste apanhada de surpresa. Não fugindo mais do assunto, quando ouvi a tua resposta foi sentir uma facada no peito. Foi sentir que eu não era suficiente para preencher o teu vazio e dar-te o que realmente mereces. Se pudesse agarrava no Amor e entregava-o todo a ti. Sei que o ias dividir comigo, porque tens generosidade no nome. Os outros podem não saber, mas eu sei. Eu conheço-te, apesar de até hoje me sentir estupida por não conhecer essa solidão que sentes em relação ao Amor. E fiquei vazia. E vi-te chorar. E abracei-te na esperança de acabar com todas as tuas lágrimas. Tu deixaste e eu agradeço-te por deixares. Agora não me deixes que te faça sentir só. Estás rodeada de pessoas que dariam tanto para ter um pouco desse teu Mundo, que teimas em não querer dar.
As tuas lágrimas são as minhas.

Estou farta que me digam "estás tão magra". Tenho o peso que sempre tive. Já enjoa. Juro que mais uma vez e desato aos pontapés. Ou a espetar com fatias de pizza na cara de quem voltar a repetir. É que mete nojo. Ou são gordas, ou são mais magras que eu. Vão se catar!

Ontem, disseram-me debaixo da chuva que eu estava diferente. Vindo de quem veio, eu sei que é mau. Ontem percebi que as palavras debaixo de chuva custam menos ouvir.

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Não consegui estacionar o carro e pedi-lhe ajuda. Ele no gesto rápido agarrou-se ao volante, na esperança de me levar para longe. Não deixei. Podia ser ali mesmo. Queria apenas um lugar no Mundo para me sentir longe do caos que anda a minha vida. Ele sabia que os seus braços seriam a solução. Cantei alto uma música qualquer, que afinal é a melhor música que os meus ouvidos já ouviram. Balancei-me e num gesto lento encostei o meu rosto ao seu cheiro. Ali, sem ele reparar, as lágrimas caíram. Duas pequenas lágrimas. Quando os meus dedos começaram a contornar os teus lábios, o beijo surgiu. Durou uma música inteira. Onde o refrão diz tudo o que lhe quero dizer.
A minha vida virou uma canção.

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Acontece-me de tudo. Quase tudo, vá. Uma pessoa já não pode ir ao café sossegadita. Qual quê.
Agarrei no carro, e fiz-me à estrada. Primeira paragem, multibanco. Levantei vinte euros que a vida financeira desta casa está em crise. Segunda e ultima paragem, bar. Uma pessoa tinha o cabelo bonito, uma pessoa tinha as botas novas. Chovia só para chatear. Estaciono o carro e saio. Qual não é o meu espanto, quando o meu carrito decide andar para a frente sozinho. Sim, pela ribanceira abaixo em direcção ao declive mais próximo. Corri que nem uma maluca para o carro, na esperança de salvar nem sei bem o quê. Só me lembrei de abrir a porta e puxar do travão de mão. Por um triz não captou, e eu não fui desta para o hospital. Mas ficou com as rodas traseiras levantadas. Meio para lá, meio para cá. E agora? Só chovia muito, para me encharcar toda até aos ossos. Sentei-me a medo no banco do carro, rezando para não cair. Entre as minhas orações, um carro parou ao meu lado com dois homens grandes. E agora? Sou violada? Não. Eram dois policias que apresentaram logo a identificação e ofereceram ajuda. Não sei de onde caíram, mas foram logo muito prestáveis. "Precisamos de uma corda". E vai de fazer muitos telefonemas na esperança de arranjar uma corda. E vai de fazer muitos telefonemas para arranjar um jipe. Entretanto ia chegando ajuda, uma multidão ia cercando o meu carro. O jipe chegou, a corda chegou (mais propriamente uma corrente que roubaram a uma cadela), e toca de puxar o carro. Era ver os valentões a fazer força, enquanto eu perguntava o que podia fazer para ajudar mas limitava-me a ver, que aquilo não era trabalho para meninas. Por fim, o carro salvou-se. Gritei "obrigada, obrigada, muito obrigada pela ajuda". Não me venham dizer que os portugueses são isto e aquilo, que não ajudam ninguém, bla bla bla. Sou a prova viva do contrário. Ficámos todos encharcados, todos sujos de lama. Foi quase tão bonito como o fogo de artificio na passagem de ano.
Para a próxima, o travão puxa-se. Não vá o carro ganhar pernas. Que eles andam malucos, prontos a saltar qualquer vedação.
Esta música fala de como me sinto hoje. Que tal?
Sei meu amor inventado que um dia
Teu corpo pode acender
Uma fogueira de sol e de fúria
Que nos verá nascer
Irei beber em ti
O vinho que pisei
O fel do que sofri
E dei
Dei do meu corpo um chicote de força
Rasei meus olhos com água
Dei do meu sangue uma espada de raiva
E uma lança de mágoa
Dei do meu sonho uma corda de insónias
Cravei meus braços com setas
Descobri rosas alarguei cidades
E construí poetas
E nunca te encontrei
Na estrada do que fiz
Amor que não logrei
Mas quis
Sei meu amor inventado que um dia
Teu corpo há-de acender
Uma fogueira de sol e de fúria
Que nos verá nascer
Então:
Nem choros, nem medos, nem uivos, nem gritos,
Nem pedras, nem facas, nem fomes, nem secas,
Nem feras, nem ferros, nem farpas, nem farsas,
Nem forcas, nem cardos, nem dardos, nem guerras
Nem choros, nem medos, nem uivos, nem gritos,
Nem pedras, nem facas, nem fomes, nem secas,
Nem feras, nem ferros, nem farpas, nem farsas,
Nem mal ... ... ...