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Mau Feitio

Mau Feitio

Estou aprendendo guitarra, que alegria!

Decidi começar a estudar um instrumento novo. Não vale a pena ficar presa ao pessimismo ou à desilusão, preciso descarregar minhas energias na música. Mas qual instrumento tocar? Pessoalmente sou apaixonada por guitarra desde criança, sei que isso parece meio louco, mas a guitarra elétrica tem um som muito atraente e enérgico, por isso decidi aprender a tocar. Ainda não estou estudando com nenhum professor de música, mas como não possuia nenhum conhecimento de teoria musical, descobri um site chamado descomplicando a música, que realmente descomplica tudo! Eles têm um portal voltado para a guitarra:

www.descomplicandoamusica.com/guitarra/

Já descobri várias coisas interessantes sobre o instrumento que tanto amo, e estou começando a fazer meus primeiros acordes. Quem sabe daqui há pouco não viro uma guitarrista? Mas acho que para isso vou precisar de umas aulas particulares também ;)

Ser simpático tem limites

Estou a viver nesta casa há dois meses. Em dois meses consegui várias histórias para contar. Ontem, mais uma. A vizinha de cima, faz de conta que se chama Tony, pediu ao meu marido para vir lavar a carpete no meu quintal. O marido não sabe dizer que não. Anda em aulas diga-não-seja-lixado há seis anos, mas ainda não consegue. A Tony apanhou o marido na rua e numa conversa rápida disse que ia passar cá em casa em menos de dez minutos. Os dez minutos perfeitos para eu relembrar o que a Tony nos tinha feito há dois meses, que a água está cara e que não tenho de meter desconhecidos na minha casa. A campainha toca. A Tony entra com a carpete na mão, vai diretamente para o meu quintal, abre a torneira, pede uma faca e uma vassoura e vai de esfregar. Mete a carpete a secar ao sol e vai embora. Ontem passou aqui para buscar a carpete. Estava a dar o jantar ao miúdo. Ainda não tive tempo de fechar a boca. 

Uma mansão sem empregados

Ainda pensei duas vezes antes de atualizar o estado do Facebook. Mas vá, tenho de admitir que estas férias não passam de filmes atrás de filmes e sonecas atrás de sonecas. Já arrumei dois quartos de uma ponta à outra, mas parece que esta casa se transformou numa mansão sem empregados. Olha, que se lixe, não tenho uma vida perfeita, nem perto disso. E o estado do Facebook prepara-se para denunciar tudo. Tudo tudo também não, também recebi visitas e passei momentos bons desde segunda-feira, no entanto, quem olha para aquilo pensa que eu não faço mais nada. Não posso colocar fotos dos jantares cá em casa, algumas pessoas ainda não aceitam que posso conviver com umas e não com outras. As conclusões precipitadas em relação aos estados do Facebook destroem a realidade na tentativa de conseguir um emprego.

Eu guardo as fotos de todos os filmes e dos livros que vejo numa pasta no Facebook, costumo atribuir uma nota. Gosto de me sentir um critico profissional. Faço por paixão, mas sou uma incompreendida. Passo por um rato de biblioteca e um hobbit numa sala de cinema a mastigar pipocas. Não faz mal. Pensem o que quiserem. Pode tudo menos frases lamechas de bom dia e boa noite.  

[Don´t save me]

[ Prometi que não ia procurar a tristeza seja de que forma for mas insisto em ouvir a música mais triste e sentar-me à espera das lágrimas. Na verdade, até pelo sentimento de tristeza eu espero. Espero, espremo as lembranças só porque te vi passar e nada, não há nada. Tal como não me lembro dos meus colegas do secundário, também me esqueci de ti. Olha só a importância. Olha só a verdade que eu costumava contar a todos. Não sobrou nada e é disso que tenho saudades, de sentir, pelo menos, pena. De ter onde encontrar respostas para esta cor. Se me esqueço do caminho, vou acabar por perder-me. Eras o melhor. O que dirias se me visses sorrir? ]

Ninguém vai dar por isso

Então, vou à praia com o Gustavo. Um miúdo de quinze meses. Estou nervosa, ansiosa e com esta cabeça cheia de pontos positivos e negativos sobre a decisão.

Sempre fui preocupada, demasiado preocupada com tudo o que esteja relacionado com o Gustavo. Vivi os primeiros meses num estado de euforia enorme. Cheia de dúvidas. As coisas acalmaram quando ele fez seis meses. Só depois é que comecei a viver a maternidade em pleno. Vivi, mas passei por várias fases em paralelo. Sobrevivi, morri, voltei a viver. Foi gradual. Devagarinho. 

Neste momento parece que regressei ao inicio. Por causa de uma simples e inocente ida à praia. Na verdade não sei como comportar-me numa ida à praia com o meu filho de um ano. Nunca experimentei e se calhar não é assim tão bicho papão. Receio do sol, de tentar que ele não saia debaixo do chapéu de sol, me deixe colocar-lhe o creme sem entrar num berreiro desesperado. Receio de não ficar bem alimentado. Receio que fiquei saturado dois minutos depois de chegar. Receio que suje a fralda toda e no minuto seguinte a minha vida não passe de areia no rabo, nas mãos, toalha e porcaria. Conseguem ver o filme? Eu estou. Juro, consigo imaginar tudo. O problema é esse. 

Depois meto os olhos nas mães-facebook, com fotos na praia, tranquilas e felizes, e sinto-me uma miséria por ter estes medos disfarçados de perguntas parvas. Como não sou mais nem menos do que elas, na hora de tirar a foto para o facebook, vou suspender a respiração e meter um sorriso.

 

Não estou minimamente chocada

Num Mundo onde a corrupção existe em dose elevada por cada metro quadrado. Num Mundo onde tudo acontece e ninguém é levado para o manicómio. Num Mundo onde o dinheiro é o que mais faz mover montanhas. Num Mundo onde deixam comentários como os que recebi ontem. Nesse Mundo, que por acaso é este, as pessoas ainda têm o descaramento de ficar chocadas quando descobrem que o Jorge Jesus vai ser o próximo treinador do Sporting. 

Gostava de ser cozido vivo?

Claro que sim. Com batatas de preferência. Com pouco sal. 

A Associação Acção Directa quer defender os caracóis. Quer parar com a arte de esplanar durante o Verão. Quer acabar com o pão e o molho naquela aliança única e saborosa entre imperiais e gargalhadas. Comer caracóis é mais do que comer caracóis. É fazer barulho enquanto sugamos o molho, é  lambuzar os dedos na gordura, é deixar para lá o trabalho e viver. Acabar com as caracoladas é acabar com o Verão. Gostava de viver para sempre no Inverno? Nós também não. 

Mais uma capa

O problema do bom gosto é a linha ténue que separa o razoável do ridículo. É tão fininha que pode partir a qualquer momento. Estão a ver a Cristina Ferreira? É um bom exemplo para aprofundar. A revista começou muito bem, capas sim-senhora, tudo direitinho, perfeitinho. Até que as vendas precisaram de falar mais alto e decidiram despir pessoas como se fosse a Playboy em versão popular. Escolheram quem? O Quaresma. Porquê? Não sei. A segurar no quê? Na foto da Cristina. Soa-me tudo a 50 Sombras de Grey, o histerismo sem a palmada na bunda. Todas contentes, vão ver gajos nus. Ou quase. O melhor fica tapado com a cara laroca da Tina. O Quaresma parece uma linda jarra. Li, inclusive num comentário no Facebook, que a capa é arte e que quem diz mal é estúpido e tem inveja. Estamos em pleno século XXI e ainda usam a inveja como justificação para a inteligência. Não percebo. Outra vez. 

Beautiful Caitlyn

Ontem vi várias vezes esta foto no instagram. Não parei para ler as legendas, ignorei totalmente, para mim era uma atriz qualquer. Só hoje é que percebi que esta mulher é o antigo padrasto da Kim Kardashian. O Bruce Jenner.  A foto ficou fantástica, o rosto muito bem, simples e elegante. Acho muito importante que as pessoas assumam sem medos (ou com alguns medinhos) aquilo que são. Isto é ser corajoso, caramba. É estar nem aí para o que vão falar. Às vezes deixamos de fazer o que nos dá na telha com medo que nos apontem o dedo. Um tremendo erro. Quantos anos passam até percebermos? Gostei bastante do resultado, mas tenho a sensação que as mãos estão escondidas por alguma razão. Não fez a manicure ou estão cheias de pêlo. E sendo assim é esquisito. Ah e não é que a Kim está grávida do segundo filho? 

Regresso

Mudei de casa, passámos a ser três, deixei de dormir com o miúdo e passei o homem do sofá para a cama. Pronto. Viram como a minha vida levou um abanão? Uma reviravolta? Está tudo na mesma. Meio ano e só me sobra um pote com papéis onde coloco os sítios que visitei para não me esquecer daqui a mais seis meses do platano brasileiro. Não tenho cães, nem quero. Aliás, conseguia fazer uma lista maior do que não mudei. Senti saudades disto, também fui pressionada para regressar. Como pude verificar, somos substituíveis e ninguém dá por falta de ninguém na blogoesfera. Nem em lado nenhum. Pronto, tenho saudades da Kitty Fane, nunca pensei estar a dizer isto, mas a verdade é esta. Olá pessoas que continuam com o meu link esquecido no vosso blog. Estou de regresso, pelo menos, por mais seis meses. Lamento que as preces dos meus estimados anónimos não tenham sido ouvidas. Sabem que as velas têm um prazo, certo? 

Uma boa semana.

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